Lima

Junho 17, 2008

Lima é uma cidade permanentemente encoberta por uma neblina. Uma espécie de “fog” limenho domina a paisagem, muito prejudicial à qualidade das fotografias, que pedem boa luz. Dizem que só no inverno a situação melhora um pouco e um céu azul começa a se tornar visível. Outra peculiaridade: quase não chove na cidade, que tem índices pluviométricos baixíssimos. Não é um bom lugar para se vender guarda-chuvas, portanto.

Há vários sítios arqueológicos pré-incaicos sendo escavados na própria cidade. Este abaixo fica em Miraflores (Miraflores é o bairro in para se ficar).

Aqui, uma visão da plaza de armas da cidade, e sua catedral.

A fonte na fotografia anterior chama-se fonte do amor, porque, como se pode ver, os dragõezinhos que a compõem estão numa boa, fazendo suas saliências em público… ;)

Anexo da Catedral e o Palácio do Governo.

Aqui, a Basílica e Convento de São Francisco, construídos durante os séculos XVII e XVIII. Dentro do Convento há as catacumbas para serem visitadas. Quem tem horror a ossadas humanas ou medo de ter pesadelos à noite não deve ir :)

Como se vê, pelas suas próprias formas e reentrâncias na fachada, o prédio funciona como um gigantesco poleiro de pombos.

E um beijo no parque do amor não é uma má idéia.

Um programa imperdível é visitar o Museo Oro del Peru, com um riquíssimo acervo de peças de ouro incaicas e pré-incaicas. Houve um escândalo há alguns anos, quando levantou-se a suspeita que grande parte do acervo seria falso, mas esse problema foi resolvido. O museu também possui uma sala permanente no Shopping Larcomar, que nem por ser num shopping é menos interessante. Também vale a visita.

O Interessante do shopping é que ele é incrustrado numa falésia; assim, o primeiro andar é ao nível do chão. E, já que a neblina não deixa tirar boas fotos, vai uma de celular VGA mesmo…

E, depois de empanturrar-me com a excelente gastronomia peruana, confesso que ao chegar ao Brasil, matei a saudade de um bom prato de arroz, feijão e farofa.

Restaurantes:

Lima: Restaurante Junius – bom buffet de comida peruana, e o Bembo´s – espécie de Bob´s local de fast food com alguns sanduíches, digamos, peruanos (dica da Karinissima).

Cusco: Mesón de Don Tomás (em frente ao convento de Santa Catalina), Charlotte (ao lado do Eco Inn Cusco, Av. Sol) e Inka Grill (dica da Carla)

Aguas Calientes: La Fortaleza (não gostei muito)

Valle Sagrado: El Maizal (incluído no tour)

Puno: La Casona, Pizzeria El Buho (também dicas da Carla) e teve outra que esqueci o nome, mas acho que era La Taberna. Bom, o que não falta é pizzaria nessa rua (Jirón Lima)

Hotéis:

Lima: Sol de Oro - cinco estrelas muito confortável e luxuoso

Cusco: Eco Inn Cusco - bem moderno e bonito

Aguas Calientes: Hatuchay Tower - mais antigo, mas simpático

Puno: Casa Andina Puno Plaza - deixa para lá…

O que levar:

Agasalho, protetor solar, chapéu, boné, e se você for a Puno, BASTANTE agasalho. E use e abuse do chá de coca.

Sites úteis:

Go to Peru (http://www.go2peru.com/)

Prom Perú (http://www.peru.info/peru.asp)

Livros úteis:

Rough Guide Peru – Publifolha, 2006


Isla del Sol

Junho 8, 2008

A Isla del Sol fica na parte boliviana do lago Titicaca, perto da península onde está a cidade de Copacabana, que tem este nome do aymara Kota-Kahuana (visão do lago). Aqui foi construída a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana – a Virgem Morena, e alguns dizem que o bairro carioca recebeu este nome após ter sido encontrada uma imagem dessa virgem enterrada nas areias da praia. Outros dizem que a história é mais simples; a imagem foi apenas levada até o Rio de Janeiro, onde foi construída uma igreja que deu nome ao bairro, no século XIX. Este blog também é cultura.

Estando na Bolívia, há que se passar por todo o processo de emigração e imigração, como carimbo de saída, entrada, câmbio de dinheiro, etc. Este arco abaixo é a fronteira entre Peru e Bolívia.

E aqui, o marco fronteiriço incrustrado no chão. É de bom tom atravessá-lo pulando…

Logo se chega a Copacabana e sua Basílica, construída em 1550 (e reconstruída 100 anos depois).

 

Esta é a Virgem Morena.

Todo dia rola um sincretismo básico: em frente à igreja, para serem ofertadas em devoção, dezenas de barraquinhas vendem miniaturas do que quer que alguém deseje para sua vida, como dinheiro, carros, casas, comida, etc. Também rola uma benção dos carros (verdadeiros) recém-emplacados, pelos pajens índios, para que tenham muita sorte e fiquem isentos de acidentes, roubos, multas, envolvendo muitas flores, sidra e charutos.

Após este breve apanágio da cultura nativa, fomos até a Isla del Sol, através do serviço de catamarãs da Transturin, que mantém também um complexo turístico no local – o Inti Wata.

O trajeto leva em torno de 40 minutos e as embarcações são muito confortáveis com serviço de bordo e  outras bossas. Ao chegar, somos recepcionados por balseiros indígenas “típicos”, para um pequeno trajeto num catamarã de totora. É aqui que se vê como a água é cristalina e o lago é mais belo no lado boliviano.

O complexo procura reproduzir as condições de vida reinantes na idade Inca. Vale dizer que, segundo a lenda, na Isla del Sol surgiu o primeiro casal inca – Manco Capac e Mama Ocllo.

Após uma subida de exaurir os bofes – lembrem-se que estamos a quase 4.000 metros de altura – chega-se a fonte das três verdades incas – não roubar, não mentir e não ser ocioso.

Aqui, uma reprodução do sistema de terraços agrícolas – todos em perfeito estado de cultivo.

Um artesão trançando seu barquinho de totora. Hoje em dia, também se usa como mobília.

Reprodução das diversas embarcações utilizadas pelo explorador norueguês Thor Heyerdhal, que provou que a travessia do Pacífico nestas embarcações eram possíveis. Ele mesmo fez a primeira travessia numa embarcação chamada Kon-Tiki, em 1947. Depois seguiram-se outras.

Outras visões do lago.

No final do circuito (que ainda inclui um pequeno museu), um pajé faz um pequeno ritual e abençoa os exaustos visitantes que tiveram fôlego para chegar até ali. É sempre assim: a iluminação espiritual só vem depois de muito esforço e sacrifício. E tem até diploma!

 

CERTIFICADO

Declaramos que FULANO DE TAL visitou o berço do Império Inca e o Complexo Etno-Turístico Inti Wata, recebendo as bençõas do sacerdote numa cerimônia ancestral.

É isso aí.

A seguir: Lima