Gruta do Lago Azul e Rio Sucuri

Dezembro 10, 2008

A Gruta do Lago Azul é um dos passeios incluídos no pacote de quem vai a Bonito. Quando fui em 2004, havia caído uma estalactite perto de um turista na semana anterior, então a gruta estava interditada e em troca fomos na Gruta de São Miguel, também bastante interessante.

Mas dessa vez nada caiu na cabeça de ninguém e pude, enfim, ir à gruta. Ao chegarmos, o guia explica o significado de um diorama no começo da descida, que representa a água caindo na terra em forma de chuva, se infiltrando pelo terreno, gotejando e formando estalactites, estalagmites e um lago subterrâneo na gruta abaixo da terra.

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Essa já é a primeira visão da gruta – e do caminho que vamos encarar até chegar lá embaixo…

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O caminho é bem escorregadio. Até as rochas onde se apoiar também estão úmidas, requerendo bastante cuidado na hora de descer. A Gruta de São Miguel foi toda revestida com escadas e decks de madeira pela trilha a ser seguida, o que torna tudo mais fácil. Mas aqui o buraco (ou a gruta) é mais embaixo…

No caminho, passamos por várias formações rochosas, como o “camelo”…

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…o “Buda”…

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..e essa eu mesmo batizei de “braço do ogro do Senhor dos Anéis”…

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E enfim começamos a ver o lago. Um encarecido pedido aos livros, guias e revistas de viagem: corrijam a informação que “o melhor período para ver os raios de sol batendo no lago azul é entre novembro e março”. NÃO É! Em novembro o sol ainda não bate diretamente no lago; só no inicío de dezembro. Isto pode fazer a gruta ficar em desvantagem contra o Poço Encantado, na Chapada Diamantina (este sim, fui na época certa – maio).

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As águas são lindas e transparentes. Evidentemente, só pesquisadores credenciados podem mergulhar nelas.

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Compare com o Poço Encantado, abaixo (foto de maio de 2006)- e lembre-se que neste, eu fui na época certa, como disse acima – e decida. Fica ao seu gosto. E eu? Bom, adorei os dois.

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E então, subir tudo de volta…

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…não sem antes encontrar uma pobre cobrinha, que já fora devidamente pisoteada por visitantes anteriores, pois estava com a cabeça e a cauda muito machucadas. Tadinha.

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Findo o passeio, fomos ao Rio Sucuri. Mesmo esquema de sempre: fazenda receptiva, neoprene, snorkel, máscara, papete, tudo incluído no preço e trilha pela mata até a nascente do Sucuri. Aqui, quem cansar ou tiver medo pode ir no bote que acompanha o grupo durante todo o passeio.

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Não preciso dizer quem foi o primeiro a mergulhar. E de novo, nossos velhos amigos aparecem.

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O Sucuri é cheio de curvas em seu leito, daí o nome. Mas, se você encontrar uma sucuri nadando, procure não mexer com ela, está bem assim?

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O Sucuri também tem bastante vegetação subaquática – e isso durante todo o seu percurso.

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Além das águas naturalmente calcáreas de Bonito, o Sucuri ainda se vale de uma peculiaridade: vários caramujos o habitam, e, ao morrerem, suas conchas adicionam mais cálcio à àgua.

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Fim!

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Após a flutuação, somos conduzidos de volta à fazenda – almoço incluído – e onde podemos desfrutar várias atividades, como andar a cavalo, de bike, de quadriciclo – não incluídos – ou comprar o DVD que foi espertamente gravado por um profissional com as cenas e fotos do seu passeio. Ou não fazer nada e descansar nas redes.

E confesso que não tive a disposição da Emília para encarar o Abismo Anhumas – não por medo de descer, mas por preguiça de subir. Quando alguém se dispuser a me puxar de volta, eu vou :)

Após tantos peixes que dariam uma moqueca capaz de alimentar o Brasil inteiro, deixo com vocês uma bucólica imagem de vaquinhas – ou plantações de picanha, como se diz no oeste…

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E mais uma vez deixo Bonito. Êita Brasilzão… Um dia eu volto, novamente.

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Aquário Natural e Bonito Aventura

Dezembro 2, 2008

Esqueci de dizer: na noite do passeio ao Rio da Prata, jantei no Restaurante Santa Esmeralda – R. Cel. Pilad Rebuá (para variar), 1831, tel (67) 3255-1943, 11:30/14:30, 18:00/24:00 -, onde saboreei uma porção de costela (ou ventrecha) de pacu. São tiras das “costelas” do peixe, cortadas de duas em duas e fritas empanadas. Uma porção vem com umas dez e é bom para conhecer o prato, pois já funciona como um jantar. É só segurar a maior ponta e puxar a carne com os dentes que ela desliza pelas espinhas. Uma delícia.

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(foto de http://www.muitomaisreceitas.com.br/receitas/peixes_e_frutos_do_mar/ventrecha_de_pacu.html)

Alguns restaurantes também preparam o pacu assado recheado com farofa de banana, que serve seis pessoas e deve ser encomendado com um dia de antecedência. Quando eu juntar um grupão, eu volto.

Mas voltando aos rios bonitenses: no dia seguinte, fomos ao Aquário Natural da nascente do rio Baía Bonita, que se caracteriza pela sua extensa e luxuriante vegetação subaquática. Mais alguns quilômetros de estrada de terra na van e chegamos na fazenda receptiva, onde também é fornecido todo o equipamento já incluído no preço. Antes do vamos ver, há um treinamento de snorkel na piscina da fazenda, bom para quem nunca praticou a atividade na vida (e apenas uma certa perda de tempo para mim…). Também há muitas atividades para crianças, como um micromuseu da fauna local, uma areninha onde deve funcionar um teatrinho, etc. Como eu só fiz a flutuação, só fiquei lá na parte da manhã. Na parte da tarde, o pessoal foi fazer a trilha de observação dos animais, mas aí embarquei para o Bonito Aventura.

Mais uma vez, após caminhar uns 30 minutos por uma trilha interpretativa (com placas indicando as árvores e a fauna local), chegamos à nascente do Baía Bonita.

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E eu, mais uma vez, fui o primeiro a mergulhar, o homem mais paciente do Universo, e encontrar nossos velhos amigos já conhecidos do Prata.

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Observem que a vegetação é bem mais densa. “Voar” por certas plantas aquáticas bem compridas é uma delícia (embora alguns tenham ficado com medo, achando talvez que tinham sido capturados pelo monstro do pântano…).

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Este é o matogrossinho – aquele peixe meio esmaecido que fica no seu aquário, que você não cuida direito, eu sei, não adianta coçar a cabeça – viu como no ambiente natural dele ele fica vermelho-vivo?

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CUIDADO COM O TRONCO, BROTHER!!!

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Não sei, mas acho que Van Gogh e Monet iriam gostar dessa foto abaixo…

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Após o fim da flutuação, fomos a uma tirolesa. Fui, mas não paguei o mico de pedirem para tirar uma foto da minha esplendorosa queda na água.

Depois voltamos à fazenda pela trilha, encontrando um caitetu e uma queixada meio salientes…

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…uma anta…

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…e uma cotia, igual àquelas que ficam no Campo de Santana, no Rio de Janeiro, e às vezes são misteriosamente devoradas sem dó nem piedade.

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Como disse, só fiz a flutuação e embarquei para o Bonito Aventura, sem nem almoçar. Vida dura…

O Bonito Aventura consiste no seguinte: são sete corredeiras, das quais duas você pode passar sentado, com as pernas esticadas e a outra megulhando de cabeça. Mais ou menos como um rafting sem bote. As outras quatro corredeiras são consideradas perigosas demais para se ultrapassar na água e os participantes (só tinha eu!) saem da água nos decks já colocados à margem do rio e voltam à água depois da corredeira. Esta é a “aventura”.

Devo dizer que, com relação a mergulhar de cabeça numa corredeira, estou fora. Assim como não faço mais passeio de buggy com emoção em Natal. Sendo assim, só aproveitei as duas primeiras. Esta última eu também desviei por terra.

O problema é que o passeio é feito num trecho do Rio Formoso onde as águas são turvas (e o tempo que ficou repentinamente nublado não ajudou nem um pouco), com pouca variedade e quantidade de peixes e praticamente sem flora subaquática, apenas rochas e troncos. Enfim…

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E nesse noite, fui tomar uma cachaça no famoso Bar Taboa (precisa dizer qual é a rua onde fica??), feita com guaraná e ervas secretas. Leve uma garrafinha de lembrança para casa. Ali também degustei mais uma vez um filé grelhado de jacaré, com mandioca frita e arroz. Uma delícia.

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Não tenham preconceito: a carne do jacaré é leve e saudável. Assemelha-se à um meio-termo entre o frango e o porco ( e não entre o frango e o peixe, como costumam dizer, pensando na escala evolutiva natural). E é deliciosa!!!

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(foto de http://pe.quebarato.com.br/classificados/filet-de-cauda-de-jacare-ao-molho-mostarda__1335305.html)

O Taboa tem uma peculiaridade: é possível deixar mensagens escritas diretamente nas paredes do restaurante. Ali vamos encontrar declarações de amor, “fulano esteve aqui” e o que tiver vindo na cabeça do “poeta” de ocasião, algumas recentes e outras já com anos, de gente de todos os lugares. Nisso, lembra muito o Bar do Arantes, no Pântano do Sul, em Florianópolis – só que lá, as mensagens de viajantes do mundo inteiro são escritas em bilhetinhos e depois coladas na parede.

Outro lugar clássico para se comer jacaré é o Restaurante Castellabate – R. Cel. Pilad Rebuá, 2168 – (67) 3255-1713 , perto da pracinha onde agora tem um chafariz com estátuas de duas piraputangas. Fui lá em 2004 e aprovei.

Mais após o intervalo.