E despedindo-me de Cartagena como Humphrey Bogart em Casablanca (“Sempre teremos La Ciudad Amurallada…”), peguei o avião para San Andrés, ilha caribenha pertencente à Colômbia, juntamente com a ilha de Providência e ilhotas menores em volta, numa bela manhã de sol.
LEMBRETE: Paga-se uma taxa de 36.000 pesos localmente ou no aeroporto de origem – no caso, de Cartagena – para ingressar no arquipélago, igualzinho a Fernando de Noronha, exceto por não haver formulário on-line de pagamento.
A história desse arquipélago é meio complicada: em 1630, ao invés de continuarem estabelecidos na Nova Inglaterra – uma das treze colônias americanas originais – um grupo de puritanos ingleses resolveu colonizar a ilha de Providência com o apoio da Companhia Ilha da Providência (criada especialmente para essa finalidade), uma associação para comércio, exploração e colonização, nos moldes da Companhia Holandesa das Índias Orientais.
Encantados com o clima tropical, logo estabeleceram plantações na base do trabalho escravo e lançaram-se ao mar na pirataria, com o aval da Coroa Inglesa, o que levou à captura da colônia pelos espanhóis em 1641. Porém, em 1670, bucaneiros liderados pelo lendário, infame, terrível, selvagem, grotesco, horripilante e cruel pirata Henry Morgan tomaram as ilhas na mão grande e lá ficaram até 1689, tomando sol e bebendo piña colada.
Após a retomada do arquipélago pelos espanhóis, em 1818 o corsário francês Louis-Michel Aury invadiu as ilhas com 400 homens e 14 navios - sob a bandeira argentina. Entenderam? Nem eu.
Mas Aury era um idealista, e queria na verdade incentivar a independência da América Central, e também ajudar Símon Bolívar nas guerras pela independência da Colômbia e Venezuela. Como todo idealista, deu com os burros n’água e não se ouviu falar mais dele.
À época da independência da Colômbia e adjacências (Gran Colombia), os habitantes de San Andrés, cansados de verem todo mundo passar a mão na sua terra e serem jocosamente chamados de “marias-maçanetas” pelo povo caribenho, voluntariamente aderiram ao novo país, em 1822. Na verdade, foi este o fato que enraiveceu D. Pedro e levou-o a declarar a Independência do Brasil no mesmo ano, visto que, segundo as línguas ferinas, ele tinha um caso com uma mulata sanandresana (este é o gentílico de quem mora em San Andrés) e quis também conquistar o arquipélago. O que tem isso a ver? NADA, mas como a história da ilha também é uma zorra total, então vambora. Para terminar, basta dizer que a Nicarágua (à época, integrante das Províncias Unidas da América Central) disputa a soberania das ilhas desde o malfadado ano de 1822 até hoje, apesar de vários tratados já terem sido assinados sobre o assunto. Chega.
Bom, já que todo mundo quer, eu também quis. Hospedei-me no Decameron Aquarium, um dos seis resorts que a rede mantém na ilha. Ao chegar no aeroporto, se você veio de pacote, haverá um guichê do hotel que lhe indicará um táxi para o transfer (gratuito). Nada contra, mas talvez fosse melhor uma van do próprio hotel, para efeito de marketing. Bem, mas isso não me incomodou. Minha pós em Marketing já tem dez anos mesmo… (ATUALIZAÇÃO: descobri, por acaso, que o uso local de táxis para transfers é uma ordem do governo).

O resort é composto de várias torres construídas em cima do mar, na beira da praia, em bases de rochas, concreto e corais mortos (acima). Passarelas de madeira ligam as torres ao restaurante La Bruja (de frutos do mar) e ao bar 24 horas El Duende (abaixo).

Como quase todo resort, este também é all-inclusive: café da manhã, almoço, jantar, bebidas, equipamento de snorkel (por duas horas) e toalhas azuis para se levar a passeios ou para ficar de bobeira no deck. ATENÇÃO: Nunca leve as toalhas brancas do seu apartamento para sair. No check-in, você recebe um cartão plastificado para pedir e devolver as toalhas próprias, já mencionadas, no balcão em frente à piscina do hotel. Perdendo uma toalha, o custo será de 30.000 pesos.

Também estão incluídos os passeios de caiaque, windsurf, catamarã (acima) e aulas de mergulho com cilindro ou snorkel. Passeios de jet ski não estão incluídos no preço… Por falar em jet skis, ao mergulhar no mar, NUNCA ultrapasse a faixa de segurança, demarcada pelo cordão de bóias, ou você virará estatística.
Como nem tudo é perfeito, cobra-se adiantado US$ 2,00 a diária do cofre do apartamento – não, não é digital, é aquele de bujãozinho com chave… Também cobra-se 3.000 pesos por ligação a cobrar, mesmo que seja pelo Brasil Direto. E ainda deve-se deixar um depósito adiantado de 40.000 pesos para as ligações e solicitar a liberação do telefone. No check-out, será feita a prestação de contas. Mas pelo menos são honestos: fiz cinco ligações a cobrar, mas três não funcionaram. Então só me cobraram 6.000 pesos e devolveram 34.000 pesos.
No hall do hotel, há dois receptivos para passeios: o já mencionado Gema Tours de Cartagena e a Over Turismo. Se você veio de pacote, o receptivo já estará marcado. No meu caso, embora tenha sido recebido pela Gema Tours em Cartagena, indicaram-me a Over Turismo.
Como cheguei às 12:30 mais ou menos e o check-in era só às 15:00, tive que ficar de bobeira. Mas pelo menos deram a pulseirinha para usufruir dos serviços do hotel.
Aliás, o registro é estranho: sobe-se ao segundo piso, onde há uma mesa com duas funcionárias e um monte de cadeiras – parece até atendimento de banco, FGTS, INSS… Depois disso, fui almoçar. Mandaram retornar às 14:30 para uma apresentação do resort.
Sentado no hall e pensando na generosidade brasileira de check-ins às 13:00, foi aí que encontrei a Meilin - ela saindo, eu chegando…
Às 14:30, lá fui eu para a tal palestra, doido para pegar a chave e ir para o quarto. Mas todos os “chegantes” do dia estavam lá, e após muito blá-blá-blá, cada um era chamado pelo nome para pegar sua chave. Parecia aquelas palestras empresariais, aquelas ambientações sinistras onde se desenvolve a percepção e a sensibilidade ao ponto de vista do outro com as velhíssimas imagens do “avião-indo-ou-vindo?”, do “rosto-com-barba-que-forma-uma-mulher-nua” e das “duas-faces-de-perfil-que-formam-um-cálice”. Tem uma famosa consultoria em São Paulo que ADORA essas coisas. Juro que, de repente, pensei, para meu desespero, que iriam formar os tenebrosos “Grupos de Trabalho” para se discutir o planejamento estratégico para o ano de 2150, a visão e a missão da empresa, etc. Pânico. O horror, o horror.
Mas enfim entregaram a chave do quarto e o controle remoto da TV (que não funcionava. Pedi para trocar. Não trocaram. Muito irregular).

Bem, como vocês viram, por fora o resort é lindo, mas os quartos precisam de uma reforma. E, com cada prédio sendo uma torre circular, cada unidade tem o pior aproveitamento de espaço possível – uma fatia de bolo. Mas o resto compensa.
Minha varanda e a varanda dos outros, o invasor de privacidade.


Há dois restaurantes de buffet: o Barracuda e o Mirador (a comida é a mesma nos dois – houve um dia que eu jantei duas vezes para comprovar, indo em um e depois em outro…) e quatro à la carte, sendo necessária reserva antecipada: o já mencionado La Bruja, o Thai, o Mama Leone (massas) e o Patio Steak House.
Sobre os buffets, nada a reclamar: há saladas, sopas, dois estandes de pratos quentes, um preparador de massas no almoço e um de carnes e frutos do mar no jantar, todos feitos na hora. Sucos, vinho, refrigerantes e cerveja à vontade.
Como os passeios levavam o dia inteiro, só consegui tempo para marcar o tailandês. Sopa de frango com gengibre de entrada, frango com camarões e vegetais no wok e uma torta mousse de chocolate de sobremesa. E vinho branco, repetido duas vezes. Claro que depois fui para o bar El Duende pedir dois Coco Fresas para viagem (leite de coco, rum e grenadine). Tsc, tsc, tsc…
Pode-se ir a qualquer momento para outros resorts Decameron em San Andrés para usufruir das áreas externas e dos restaurantes, mas a informação no site de um transporte próprio e gratuito para os hóspedes está “desatualizada”. Você terá que pegar um ônibus público mesmo (1.000 pesos).
Falando em transporte público, pode-se alugar uma scooter ou um carrinho elétrico de golfe para circular pela ilha. Minha opinião: todos pensam numa ilha como sendo um lugar plácido e tranquilo, mas não é bem assim. Com estradas simples de mão dupla e uma horda de motos que seguem em fila e parecem até convenções dos Hell´s Angels, caminhões, jardineiras, ônibus, vans, micro-ônibus, caminhões fantasiados de trenzinho puxando vagões-jardineiras, bicicletas suicidas, cavalos e charretes, desconhecimento total de conceitos de “distância de segurança” e “indicador de direção” (e olha que eu venho do Rio) e ainda levando em conta que 95% dos automóveis são as imensas banheiras americanas dos anos 70, 80, 90 e 00, desde os sedans Oldsmobile de filme policial americano até SUV´s Hummer H2, EU não encararia essa fauna automotiva num carrinho de golfe ou numa lambreta… A decisão é de cada um. (ATUALIZAÇÃO: vi até uns dois ou três Gurgéis Xavante por lá…!)
Bem, e já que quase todo mundo da comunidade VnV tirou sua foto de pernas pro ar de Havaianas, também segue aqui minha versão, sem Havaianas.

Depois continuamos.


Junho 10, 2009 às 9:41 am
Arthur, deixa a indiscreta aqui fazer uma perguntinha de ordem prática…
Você viajou em um pacote pronto ou montou o seu sozinho? Se tiver feito tudo sozinho, por quanto você conseguiu a diária desse resort, e onde?
Junho 10, 2009 às 8:38 pm
Oi Carla, pode perguntar à vontade. Eu viajei em um pacote pronto, então não houve como saber qual parte do valor se referia à hospedagem e qual se referia aos vôos. Mas no site do próprio Decameron, a diária mais barata que encontrei foi de US$ 188,00. Em outros sites de busca de hotéis não consegui achar nada, seja por falta de vagas para determinado período, seja porque nem o hotel nem a ilha estão cadastrados, e por aí vai.
Abraços!
Junho 10, 2009 às 9:25 pm
E no geral o pacote valeu a pena? Quero dizer, você considerou que o número de dias em cada cidade foi suficiente, e que o valor total foi um bom custo-benefício?
Junho 11, 2009 às 10:44 am
Oi Carla, acho que valeu sim. Eu escolhi o número de dias em cada cidade e os hotéis. E agora está até melhor, pois o dólar caiu. Te mandei um e-mail!
Bjs
Junho 12, 2009 às 8:39 am
Grande Arthur! Ó só: tô só esperando terminar a série pra dar a chamada completa lá no blóguio, tá? Mas take your time, no hurry!
Junho 12, 2009 às 10:30 am
Fala Riq! No meu cronograma, só faltam mais uns quatro capítulos. Sabe como é, essas superproduções… Depois vou lançar o DVD completo com making-of, extras, entrevista comigo mesmo, erros de gravação, cenas cortadas e etc
Junho 12, 2009 às 2:14 pm
Adorei seu blog. Vou voltar outras vezes. Passa lá no meu http://www.viajarpelomundo.com
Claudia
Junho 12, 2009 às 3:54 pm
Oi Claudia, valeu! Também adorei seu blog!
Bjs
Arthur
Junho 13, 2009 às 2:47 pm
Fala, Arthur!
Bacana, hein! Ainda com uma aulinha de história hehehhee
Vamos continuar com essa aventura, estou ansioso.
Ah, pode publicar, sim, o meu blog, e fico muito feliz por isso, pois foi a partir do seu que fiz o meu. heehehe
SRN
Junho 13, 2009 às 3:54 pm
Fala Orlani, a aventura continua. Já linkei teu blog, antes mesmo da sua autorização
Grande abraço!
Junho 14, 2009 às 10:24 am
Hahaha… Adorei o “making of”!!!
Junho 15, 2009 às 10:01 pm
Arthur!
Vida difícil ein? Sabe que o episódio de vc ter que ficar esperando o check in do hotel me lembrou da Africa do Sul. A gente chegou no hotel as 9h da manhã e não teve jeito de o pessoal liberar um quarto com antecedencia. Pelo menos vc pode usufruir da piscina, mas a reunião pré-hospedagem ninguem merece.
Obs: adorei a fotinha de pernas pra varanda sem havaianas. O vida boa.
Junho 16, 2009 às 8:04 pm
Oi Carol, c’est la vie. Na verdade, a foto do bon vivant não é na varanda, é no deck do hotel sobre o qual falarei no próximo post. Abraços!
Junho 16, 2009 às 10:15 pm
[...] do hotel, não é mesmo? Resolvi ficar no deck em frente ao bar El Duende, (última foto do post anterior, “de pernas para o ar”) que tem uma escadinha para mergulhar nas tépidas águas [...]
Junho 19, 2009 às 4:21 am
Que enveja a última foto!!! Eu também quero isso: tranquilidade, boa vista e mar azul!!! Lindo, lindo…
Bjs
Junho 20, 2009 às 10:16 am
Eu também quero voltar, Carmen! Cada vez mais entendo o slogan de turismo da Colômbia: “Colômbia – o perigo é você querer ficar”…
Julho 4, 2009 às 11:15 am
[...] Chegando a San Andrés: Hotel Decameron Aquarius [...]
Julho 6, 2009 às 2:35 am
Poxa, poucos ilustres tem a oportunidade de conhecer San Andres.. como viajante Flash Packer fiz tudo sozinho..
O Voo Bogota-San Andres e’ razoavel, salvo pelo aviao da Avianca que eh um MD-83 super lotado. Vale comprar pelo site da Colombia, e nao pelo telefone, eh metade do preco.
Eu particularmente nao gostei do Decameron Aquarium, eh o maior e mais famoso, mas eu prefiro a exclusividade e requinte do Decameron Los Delfines que sao apenas 40 apt luxosos e no mesmo valor. Ps, nao vale a pena fazer pelo SITE deles, eu fiz pela CVC e confirmo que foi o modo mais barato, e deu tudo tranquilo la.
De resto eh curtir…
Julho 6, 2009 às 8:57 pm
Ricardo, de fato o Los Delfines é o hotel “boutique” da rede, além de estar mais perto da Peatonal. Mas as torres em cima d’água do Aquarium não deixam de ser sedutoras…
No meu caso, o vôo que eu fiz foi de Cartagena a SA, no MD-83 (antigo DC-9), mas foi tranquilo. Depende da época.
Abraços!
Julho 16, 2009 às 6:06 pm
Ola Arthur
Estou indo com uma amiga para Bogotá Cartagena e San Andrés, e vamos ficar no Decameron Mar Azul, ficamos indecisas na hora de escolher pois o Decameron Aquarium me paraceu aprazivel porém com instalações muito precárias. Você chegou a conhecer o Mar Azul?
Estávamos pensando em alugar bicicletas para conhecer a ilha mas pelo que li nem pensar ne?
Obrigada pela ajuda e parabéns pelo maravilhoso trabalho
abraços
Carol
Julho 17, 2009 às 6:40 pm
Carol, a Meilin – http://pergaminhoeletronico.wordpress.com/ se hospedou no Aquarium e deu uma olhada no Marazul. Ela me disse que é tudo a mesma coisa em matéria de nível de quartos, sendo que o Aquarium tem o charme, não podemos negar, de ter os prédios em cima d’água, e é mais bonito e aprazível, pelo menos p/ meu gosto, que o Marazul, que só vi nas fotos.
Quanto às bikes, meu comentário foi uma opinião minha. Eu só iria alugar um carro, para ficar de igual para igual
Porém, as bicicletas podem ser mais flexíveis, vc pode descer e ir a pé pela calçada com a bicicleta (ou andar devagarzinho na calçada) se sentir que o tráfego está meio esquisito. Não é que haja engarrafamentos, volume. A questão é muita variedade de meios de transporte um tanto quanto incompatíveis entre si dividindo o mesmo espaço estreito. Use seu feeling no caminho de táxi entre o aeroporto e o hotel. Vai depender da sua opinião. Ah, mesmo sendo uma ilha, turistas não devem ir para trilhas / lugares ermos, por segurança.
Obrigado pelos elogios e pela visita!
Abraços e boa viagem p vcs!
Agosto 2, 2009 às 11:18 pm
Olá chegamos do paraíso, foram 15 dias dsegundo as dicas de voces , e valeu a pena amamos tudo , do Coco fresa ao biscoitos depois do almoço , foi um spa de engorda, ou confinamento como disse meu marido.
Fomos corajosos e alugamos o carrinho de golf na porta do Hotel, passeamos bastante e o que mais gostei foi do royo soplador, foi muito engraçado as video cassetadas que aconteceram . Conseguimos ir no La Bruja duas vezes e no Tai , no Steak não deu e o italiano foi mais ou menos.
Em Cartagena ficamos no Capilla del mar , e foi muito legal passear na cidade velha, em Bogotá ficamos no BH perto do Shopping Retiro , e fizemos a triste descoberta de que nossa maquina digital ficou sem memoria , é ela queimou, as fotos dos minhas Bodas de Prata no Caribe.
Alegria de Pobre dura pouco !!!!
Agosto 4, 2009 às 8:29 pm
Oi Silvia, que bom que vcs gostaram! Pena que a máquina queimou… Bom, se quiserem, podem copiar minhas fotos para “revelar” como se fossem suas(mas me citem, tá?)
Abraços!
Agosto 12, 2009 às 7:47 pm
Obriga Arthur mas o hotel me enviou as deles , estou indicando o blog aos meus amigos, assim eles podem ver os comentarios que são ótimos .
Agosto 13, 2009 às 8:37 pm
Valeu, Silvia!
Outubro 10, 2009 às 7:03 pm
Olá Arthur,
Tenho uma dúvida sobre a utilização de saques em dinheiro na ilha de San Andrés. É possível? Onde?
Obrigada.
Outubro 11, 2009 às 11:42 pm
Oi Débora, na Peatonal (calçadão) existem shoppingzinhos com caixas eletrônicos onde se pode sacar dinheiro de acordo com a bandeira do seu cartão de crédito (VISA – PLUS ou MASTERCARD – CIRRUS), mas a taxa é pesada…
Novembro 6, 2009 às 5:26 pm
olá Arthur, blz???
Estou pensando em ir a San Andrés e ficar 4 dias e 3 noites, pois estarei em Cartagena, o que vc acha??? vale a pena??? Quanto aos preços de perfumes, e outros,é mais barato lá ou no Duttyfree no Brasil???
Pode me passar algumas dicas???E sobre o hotel em que ficou é bom, fica bem localizado??? Estou querendo sair de cartagena-San Andrés, sabe alguma companhia aérea mais em conta???
Obrigado.
Vlw.
Um Grande Abraço e sucesso no Blog.
Novembro 7, 2009 às 9:34 am
Oi Pedro, vale muito ir a San Andrés sim, especialmente se vc gostar de snorkel e mergulho. Quanto aos preços de perfumes, realmente não sei, porque não comprei nada do gênero lá. Para ter alguma comparação, em Cartagena comprei um filtro solar 60 FPS à prova d’água (aliás, feito no Brasil…) que custou o equivalente a uns R$ 28,00. Aqui no Brasil sairia a uns R$ 55,00 no mínimo. Porém, isso é artigo de farmácia. Perfumes sempre custam mais em qualquer lugar do mundo.
Como vc ainda vai, compare os preços no Dutyfree aqui no Brasil e lá, e compre onde for mais barato. Se for aqui, vc tem uma 2ª chance, pois vc vai passar pelo Dutyfree na volta também.
O Decameron Aquarium é lindo por fora, mas os quartos precisam de umas reformas. Mas nada que atrapalhe, e é muito bem localizado. Veja os outros posts da série. Sobre a cia. aérea, só conheço a Avianca e a Satena, mas a Satena não tem vôos de Cartagena para San Andrés.
Boa viagem, aproveite e obrigado pelos elogios!
Abraços
Arthur
Novembro 11, 2009 às 2:33 pm
Arthur, vc escreve mt bem. Excelente o blog.
Bem, pretendo visitar San Andrés lá para março de 2010 (quando entrarei em férias do trab). Já que vc se expressa bem e visitou o local recentemente, poderia tirar-me algumas dúvidas, por favor?
1 – existe uma agência melhor para fazer o pacote ou estão todas no mesmo patamar?
2 – por tudo que li do Decameron Aquarium, creio que não seja mt a minha cara. Fiquei encantado com o Decameron los Delfines. Vc o visitou? É tão bonito quanto nas fotos do site oficial?
3 – o trânsito na ilha é mt intenso? Vc saberia me dizer o preço do carrinho de golfe?
4 – o centrinho é interessante? vale a pena ir ao Casino?
5 – o hotel faz a reserva de todos os passeios (Johnny Cay, Acuario, La Piscinita, …) se vc pedir?
6 – o que servem na área da pisnina? No site oficial diz que bebidas e snacks, porém já li comentários dizendo que seria somente bebidas e fumos.
7 – saberia me informar se existe avião com trajeto Bogotá/San Andrés (direto)?
Agradeço mt se puder me ajudar. Achei a ilha sensacional e pretendo curtir uma semaninha de descanso com minha mulher tão logo seja possível.
Novembro 11, 2009 às 8:14 pm
Guilherme, obrigado!
1- Quanto às agências no Brasil, procure as grandes, conhecidas. O pacote incluirá as agências locais. As que eu vi, conforme escrevi, foram a Gema Tours e a Over Turismo.
2- O Los Delfines é perto do Aquarium e é descrito como o hotel “boutique” da rede, mas dizem que há um exagero nessa classificação. De qualquer forma, se vc não gostou do Aquarium (pelas fotos), acho que o Delfines será uma boa.
3- O trânsito, como disse, é muito misturado, com todo tipo de veículo. Fico devendo o aluguel do carrinho de golfe.
4- O centrinho (Peatonal) é interessante para passear e fica bem perto do Delfines. Não fui ao cassino.
5- No hotel estão as operadoras de turismo, lá se reservam os passeios.
6- Não usei a piscina do Aquarium, fiquei no deck em cima do mar. Ali há um bar 24 hrs, mas não pedi snacks. De qualquer maneira, o buffet de snacks não era muito longe dali.
7- Guilherme, no site da Avianca – http://www.avianca.com tem a opção de compra on-line Bogotá-San Andrés, mas ao tentar dá erro. Não sei se é uma falha momentânea do sistema (consultei agora) ou se não existe o vôo.
Que bom que gostou. Boa sorte e boa viagem! Espero ter ajudado! Mas não deixe de ir a Cartagena!
Abraços
Arthur
Novembro 12, 2009 às 12:24 am
Ajudou sim, Arthur. Muito obrigado.
Tenho certeza que os hotéis lá não são o que aparentam no site oficial, mas caso chegue próximo, já ficarei satisfeito.
Visitei o site da Avianca e realmente existem vôos sem paradas Bogotá/San Andrés. Obrigado pela dica.
Quanto à Cartagena, excelente dica. Eu estou pensando mesmo em ficar uns dias por lá tb.
Mais uma vez obrigado e, POR FAVOR, continue sempre atualizando este excelente blog!
Abraços,
Guilherme.
Novembro 12, 2009 às 6:03 pm
Opa, meu nobre. Sou do Rio tb. Me amarrei no seu blog. Saberia me dizer se em San Andrés é necessário ter certificado de mergulho, assim como aqui no Br??? Quero mergulhar assim como vc fez, só que não tenho certificado. Abraço.
Novembro 12, 2009 às 8:02 pm
Guilherme, obrigado a você pela leitura e incentivo. Boa viagem!
Joalisson, eu fiz apenas snorkel e escafandro até 8 metros, com o capacete, que não precisam de certificado. Mas para mergulho com cilindro (scuba) é necessário. Valeu e abraços!
Novembro 13, 2009 às 7:36 am
Beleza, grande!!
Só mais uma coisa. Que máquina vc usou para tirar as fotos embaixo d’água? Não tenho máquina à prova d’água e queria saber se é necessário ou se eu posso comprar aquela capa impermeável e levar minha máquina msm.
Valeu!!!
Novembro 13, 2009 às 5:36 pm
Joalisson, conf. descrevi no post, esqueci de procurar uma loja que alugasse câmera com caixa estanque (como fiz em Bonito-MS – ver post na colunas Destinos). Então coloquei fotos da galeria em CD_ROM dos Aquanautas, a empresa que faz o escafandro, fotografa vc e fornece uma galeria de fotos de San Andres incluída. Como disse no post, para ser honesto com os leitores, expliquei tudo isso e coloquei só fotos da fauna que eu realmente vi. Outros seres que constam nas fotos (exemplo – cavalo-marinho), mas que eu não vi, não botei no post.
Mas para tirar suas fotos, vc vai precisar de proteção, ou a capa impermeável (acho que é aquela que parece um saquinho lacrado, né), ou procurar alugar uma câmera com cx. estanque.
Abraços!
Novembro 22, 2009 às 10:58 pm
Olá, Arthur.
Adorei as dicas de viagens.
Uma dúvida que tenho é a seguinte. Falo somente inglês, além de português. Teria problema de comunicação em San Andrés?
Já viajei para Argentina e Chile e enrolei no portunhol, mas estava vendo um video de um nativo de San Andrés e não consegui entender quase nada. O espanhol deles parece misturado.
Beijos, Fabricia.
Novembro 24, 2009 às 8:17 pm
Oi Fabricia, obrigado! Se vc fala inglês e arranha um portunhol, não terá problemas. O pessoal turístico entende inglês. Os dois idiomas são usados e “misturados”.
Abs e boa viagem!