UM BELO DIA, NO HORÁRIO DE ALMOÇO, APÓS A REFEIÇÃO…
1- Fui dar uma volta na rua e vi um gatinho (felino) num balcão de uma loja;
2- Fiz um cafuné nele, ele pareceu gostar e deitou de barriga pra cima;
3- Ao continuar, ele me mordeu, de leve. Creio que de brincadeira, mas arranhou a pele e saíram uns pontinhos de sangue. Coisa minúscula, mas…;
4- Fui no setor médico da minha empresa, fiz o curativo e a enfermeira falou que era melhor tomar a anti-rábica, cuja 1ª dose só poderia ser tomada em Copacabana, no CMS da Siqueira Campos;
5- Fui lá às 14:20, mandaram-me para o setor de vacinação, onde informaram que no meu caso era preciso voltar à entrada, pegar a senha e preencher um cadastro no guichê, para avaliação médica. Peguei a senha 48, estava na 33. Esperei, preenchi e mandaram para a sala 302, para a enfermeira avaliar o caso;
6- A sala 302 estava fechada. A da Administração também. A da Diretoria também. Soube que a enfermeira estava dando uma palestra sobre gripe suína. Ao mesmo tempo, chega para a mesma sala uma senhora bolívio-brasileira com a filha, uma gatinha (humana), querendo a 2ª via do comprovante de vacinação contra febre amarela, pois fora roubada e iria viajar para a Bolívia na quinta, e ainda tinha que tirar o certificado internacional de vacinação (os fatos deste relato aconteceram numa segunda);
7- Fomos falar com a Administração e a enfermeira chegou. Fui atendido às 16:15. Ela me perguntou se eu poderia observar o bicho durante 10 dias consecutivos, pois aí só precisaria tomar 2 doses. Eu disse que não. Então teria que tomar 5 doses e soro anti-rábico no Souza Aguiar, na emergência;
8- Tomei a primeira dose lá e fui ao Souza Aguiar;
9- Dei entrada às 18:00. Mandaram ir na sala de Sutura, onde um jovem levava algumas dezenas de pontos no couro cabeludo. Ali mandaram ir na sala de Hipodermia, onde mandaram voltar na sala de sutura, pois o médico deveria ter preenchido o formulário e carimbado. Voltei. Ele carimbou errado. Voltei. Ele escreveu algo errado. Voltei e finalmente aplicaram o soro – que na verdade, não é intravenoso, é intramuscular. Uma série de injeções: uma em cada ombro e uma em cada glúteo;
10- Mandaram ficar em observação por duas horas, com uma seringa espetada no braço por precaução (caso eu tivesse um piripaque, a veia para injetar medicamentos já estaria aberta). Eram 18:20;
11- Fiquei até às 20:20 com este piercing radical no braço, pensando muito no Geraldão do Glauco, vendo TV na sala de espera e ouvindo MP3 no celular. Aí tiraram e fui para casa, onde cheguei às 21:30. Passei mais um mês tomando as quatro doses restantes da vacina. E devido ao ar condicionado ártico da sala de espera, ainda fiquei com uma faringite que levou duas semanas para ser curada.
Tudo isto por causa de um cafuné num gato (ou gata, sei lá).
Escrito por Arthur 





Escrito por Arthur 
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