Dois Pedacim de Alagoas

Abril 19, 2007

Antes de ir a Fernando de Noronha, dei uma passada em Maceió. Guloso que sou, inseri os dois lugares em um mesmo roteiro, naqueles idos de maio de 2005.

A orla de Maceió é, sem dúvida nenhuma, uma das mais bonitas do Brasil. Quem me lê já deve ter percebido que adoro um calçadão à beira-mar, e o da cidade é excelente, bem agradável de se caminhar e parar para tomar uma água de côco. Ou comer em um dos inúmeros quiosques. Não se deixe enganar pelo termo; são restaurantes mesmo, com toda a infra-estrutura necessária, muito longe de barracas meio improvisadas, como se poderia pensar.

O grande lance é se hospedar em um dos hotéis em Pajuçara ou Ponta Verde, de frente para o mar para apreciá-lo melhor. Eu fiquei no Praia Hotel Sete Coqueiros. Embora antigo (meados da década de 90), é agradável e bem-localizado. Outras opções podem ser vistas em www.turismomaceio.com.br.

Além dos “quiosques” acima, com toda a comida típica presente, há várias outras opções para o repasto, inclusive um dos três restaurantes peruanos do Brasil, o Wanchako (os outros dois são o Intihuasi, no Rio, e o Sabor Peruano, em SP). Mas, se você quiser uma culinária fusion mineiro-alagoana, vá no ótimo Divina Gula e não deixe de tomar uma das várias cachacinhas da casa. Sem esquecer do santo, claro.

A cidade é uma boa base para se conhecer o estado, aos poucos. Um dos belíssimos passeios que se pode fazer em Alagoas (e no Brasil) é a foz do Rio São Francisco. Da cidade de Piaçabuçu, na divisa com Sergipe (130 km ao sul de Maceió), saem as escunas, de manhã ou à tarde. Se for de tarde, você vai apreciar o pôr-do-sol no Velho Chico. Com a transposição prevista para acontecer, vá antes que acabe…

Este é o cais de Piaçabuçu.

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O bonito da travessia é que você vai ver mangue, coqueiros e dunas até a foz. Mas, sério: o mais bonito ainda é lembrar do conteúdo histórico do rio e de sua importância para o Brasil, enquanto você o navega.

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Próximo à foz, a escuna ancora para uma pequena caminhada pelas dunas.

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Ao chegar à foz, aproveite para molhar os pés. Do outro lado do rio, é Sergipe.

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Infelizmente, hora de voltar.

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Quer outra boa dica? Vá até a praia de Carro Quebrado, no município de Barra do Santo Antônio (40 km ao norte de Maceió). Porque Carro Quebrado? Bem, diz a lenda que um morador quebrava sua Brasília toda hora ao passar pelos buracos da estrada de terra. Se você for por conta própria de carro, aceite os guias-mirins na balsa do rio Santo Antônio. Vá na maré baixa, para aproveitar também a praia da Ilha de Croa (na verdade, uma península).

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Lá chegando, encante-se com a praia, seus coqueiros e suas lindas falésias.

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O arenito das falésias vem em vários tons terrosos.

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Lembre apenas que no outono-inverno, estas belas águas são point de uma água-viva conhecida como “furreca”, cuja picada dá uma certa alergia.

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É isso aí. E, como eu sei que um certo blogueiro adoora a Praia do Gunga, vou colocar uma foto dela aqui, para ele matar a saudade :)

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(Esta última foto é do site www.turismomaceio.com.br)