Interiourzão, sô: Uberlândia & Araxá

Fevereiro 20, 2007

O que faz no carnaval alguém que, como eu, detesta carnaval? Ou fica na própria cidade, curtindo ruas sem carros e cinemas sem filas, ou vai para uma outra cidade onde o carnaval se reduza a um bloco em alguma rua periférica. Aproveitando que minha noiva fora visitar os pais dela em Uberlândia, lá fui eu também ao encontro dos sogrões.

Antes, costumava ir pela Gol; como os preços dobraram no ano passado e sempre há conexão em Congonhas (aaarrrghh), mandou o bolso e a prudência pesquisar outras opções. Assim, fui pela regional Total Linhas Aéreas, que sai direto do Santos Dumont, com apenas uma escala em Ribeirão Preto.

Para desfazer o preconceito típico dos habitantes da metrópole, Uberlândia é uma agradável cidade de médio porte, com aprox. 500.000 habitantes. A criminalidade está, digamos, alguns níveis abaixo de Niterói e muuuuuitos níveis abaixo da horrível calamidade pública do Rio de Janeiro. É sede dos maiores atacadistas e distribuidores do país, pois fica em localização eqüidistante das principais capitais do Sudeste / Centro-Oeste. Assim, a rede hoteleira bomba durante a semana, com incontáveis visitantes a negócios em alguma das empresas que possuem filiais na cidade.

Isto quer dizer que, em finais de semana e feriados, a região fica bem tranqüila e é possível achar vôos e vagas em qualquer hotel da cidade. Duas semanas antes do carnaval, fiz minhas reservas, com descontos. Isto nunca iria acontecer, por exemplo, na Região dos Lagos do RJ ou no Nordeste.

Opções de hospedagem são o bom flat Matiz Ilhabela, onde costumo ficar (anteriormente da extinta bandeira Parthenon, da Accor), o Phenix Flat e o Plaza Shopping Hotel, ao lado do Center Shopping.

A dica para quem, por algum motivo, precisou ir a Uberlândia, é arrumar convites para os clubes da cidade com algum sócio conhecido, como por exemplo, o Clube de Caça e Pesca e o Praia Clube. Este último possui um imenso parque aquático, com três piscinas cobertas de água quente, piscinas ao ar livre, piscina olímpica, piscinas com toboágua, piscinas infantis com vários brinquedos, pista de atletismo, ginásios, cantinas (em todo o Brasil , o povo come à beça. Só no RJ e SP que existe essa obsessão anoréxica de regime e malhação) e um belíssimo projeto paisagístico. Já ouvi muitas pessoas afirmarem que nunca viram nada igual, nem no Rio nem em Sampa. Também tem um clã de capivaras de fazer inveja a capivara da Lagoa, com pais, mães, filhos, primos, tias e agregados. Elas adoram se banhar no rio Uberabinha, que corta o clube.

Bom programa para finais de semana na cidade.

Em Roma, como os romanos: guaraná Mineiro. Não confundir com o Mineirinho, fabricado em Niterói!…

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E, como certamente diria a Cora Rónai, blog sem gatos não é blog. Esta é a Nelinha, a gatinha da minha noiva – ou melhor, da minha sogra, como a bichinha faz questão de demonstrar… Não é uma graça?

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Aproveitando a proximidade, demos um pulo em Araxá, para conhecer o clássico Grande Hotel e Termas de Araxá, atualmente sob a administração da rede Ouro Minas. Para quem não sabe, Araxá faz parte do circuito das águas, possuindo várias fontes de águas tidas como medicinais – sulfurosas e radioativas, e também foi a terra natal de Dona Beja, famosa cortesã do século XIX. Os mais antigos, como eu, irão se lembrar da novela da extinta Rede Manchete, em 1986…

Já o Grande Hotel foi inaugurado em 1944 por Getúlio Vargas, e passou a receber todos os presidentes do Brasil em visita à cidade. 50 anos depois, em 1994, foi fechado para uma grande reforma, reabrindo em 2001. Ainda hoje se sente o cheiro da aristocracia e dos bailes em seus salões.

Apesar do que nos falaram, a estrada de Uberlândia a Araxá (BR-452) está muito boa, exceto um desvio de 50 metros em terra, próximo a represa de Nova Ponte. Fizemos o percurso em duas horas, mais ou menos. Ao chegar na cidade, deve-se seguir o caminho indicado pelas placas “Estância Mineral do Barreiro”.

Aqui, vistas do hotel e do lago que o margeia.

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Vista dos salões. Sinta-se numa minissérie da Globo.

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Esta é a fonte Dona Beja (claro), de onde vem a água radioativa.

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O grande programa, claro, são as Termas, com belíssimos vitrais em sua rotunda, baixo-relevos e uma mandala no piso de mármore. Os banhos podem ser feitos na piscina radioativa, com águas a 37ºC – R$ 21,00, nas banheiras de hidromassagens com água sulfurosa (com ou sem essências) – R$ 34 – 39, com pétalas, etc. Também há pacotes que combinam vários banhos.

Abaixo, fotos do magnífico vitral no teto, contando trechos da história de Araxá e de MG, da piscina térmica e da galeria de quadros no segundo andar da rotunda.

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Hora de malhar!

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Visitantes de um dia podem estacionar no hotel, e caminhar pelas trilhas, visitar as fontes, alugar pedalinhos e bicicletas, e, claro, banhar-se nas termas. Minha opinião: fique na piscina térmica. Mas, se você for fã de hidromassagens, óleos, pétalas e essências, meta as caras (e o bolso).

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Ainda como atrações, vale visitar o Museu Dona Beja, instalado no casarão onde a dita cuja residiu – Pça. Coronel Adolfo, 98, tel. (34) 3691-7097, e fazer as comprinhas de sabonetes de lama e doces típicos.

Além do Grande Hotel, outras opções de hospedagem na cidade são a Pousada Dona Beja e o Plaza Inn Flat Araxá

Fui!

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