A Gruta do Lago Azul é um dos passeios incluídos no pacote de quem vai a Bonito. Quando fui em 2004, havia caído uma estalactite perto de um turista na semana anterior, então a gruta estava interditada e em troca fomos na Gruta de São Miguel, também bastante interessante.
Mas dessa vez nada caiu na cabeça de ninguém e pude, enfim, ir à gruta. Ao chegarmos, o guia explica o significado de um diorama no começo da descida, que representa a água caindo na terra em forma de chuva, se infiltrando pelo terreno, gotejando e formando estalactites, estalagmites e um lago subterrâneo na gruta abaixo da terra.

Essa já é a primeira visão da gruta – e do caminho que vamos encarar até chegar lá embaixo…

O caminho é bem escorregadio. Até as rochas onde se apoiar também estão úmidas, requerendo bastante cuidado na hora de descer. A Gruta de São Miguel foi toda revestida com escadas e decks de madeira pela trilha a ser seguida, o que torna tudo mais fácil. Mas aqui o buraco (ou a gruta) é mais embaixo…
No caminho, passamos por várias formações rochosas, como o “camelo”…

…o “Buda”…

..e essa eu mesmo batizei de “braço do ogro do Senhor dos Anéis”…

E enfim começamos a ver o lago. Um encarecido pedido aos livros, guias e revistas de viagem: corrijam a informação que “o melhor período para ver os raios de sol batendo no lago azul é entre novembro e março”. NÃO É! Em novembro o sol ainda não bate diretamente no lago; só no inicío de dezembro. Isto pode fazer a gruta ficar em desvantagem contra o Poço Encantado, na Chapada Diamantina (este sim, fui na época certa – maio).



As águas são lindas e transparentes. Evidentemente, só pesquisadores credenciados podem mergulhar nelas.

Compare com o Poço Encantado, abaixo (foto de maio de 2006)- e lembre-se que neste, eu fui na época certa, como disse acima – e decida. Fica ao seu gosto. E eu? Bom, adorei os dois.
E então, subir tudo de volta…

…não sem antes encontrar uma pobre cobrinha, que já fora devidamente pisoteada por visitantes anteriores, pois estava com a cabeça e a cauda muito machucadas. Tadinha.

Findo o passeio, fomos ao Rio Sucuri. Mesmo esquema de sempre: fazenda receptiva, neoprene, snorkel, máscara, papete, tudo incluído no preço e trilha pela mata até a nascente do Sucuri. Aqui, quem cansar ou tiver medo pode ir no bote que acompanha o grupo durante todo o passeio.



Não preciso dizer quem foi o primeiro a mergulhar. E de novo, nossos velhos amigos aparecem.

O Sucuri é cheio de curvas em seu leito, daí o nome. Mas, se você encontrar uma sucuri nadando, procure não mexer com ela, está bem assim?



O Sucuri também tem bastante vegetação subaquática – e isso durante todo o seu percurso.





Além das águas naturalmente calcáreas de Bonito, o Sucuri ainda se vale de uma peculiaridade: vários caramujos o habitam, e, ao morrerem, suas conchas adicionam mais cálcio à àgua.





Fim!

Após a flutuação, somos conduzidos de volta à fazenda – almoço incluído – e onde podemos desfrutar várias atividades, como andar a cavalo, de bike, de quadriciclo – não incluídos – ou comprar o DVD que foi espertamente gravado por um profissional com as cenas e fotos do seu passeio. Ou não fazer nada e descansar nas redes.
E confesso que não tive a disposição da Emília para encarar o Abismo Anhumas – não por medo de descer, mas por preguiça de subir. Quando alguém se dispuser a me puxar de volta, eu vou
Após tantos peixes que dariam uma moqueca capaz de alimentar o Brasil inteiro, deixo com vocês uma bucólica imagem de vaquinhas – ou plantações de picanha, como se diz no oeste…

E mais uma vez deixo Bonito. Êita Brasilzão… Um dia eu volto, novamente.

Escrito por Arthur 






















Escrito por Arthur 



















Escrito por Arthur 












