Gruta do Lago Azul e Rio Sucuri

Dezembro 10, 2008

A Gruta do Lago Azul é um dos passeios incluídos no pacote de quem vai a Bonito. Quando fui em 2004, havia caído uma estalactite perto de um turista na semana anterior, então a gruta estava interditada e em troca fomos na Gruta de São Miguel, também bastante interessante.

Mas dessa vez nada caiu na cabeça de ninguém e pude, enfim, ir à gruta. Ao chegarmos, o guia explica o significado de um diorama no começo da descida, que representa a água caindo na terra em forma de chuva, se infiltrando pelo terreno, gotejando e formando estalactites, estalagmites e um lago subterrâneo na gruta abaixo da terra.

img_2434_257_1

Essa já é a primeira visão da gruta – e do caminho que vamos encarar até chegar lá embaixo…

img_2435_258_1

O caminho é bem escorregadio. Até as rochas onde se apoiar também estão úmidas, requerendo bastante cuidado na hora de descer. A Gruta de São Miguel foi toda revestida com escadas e decks de madeira pela trilha a ser seguida, o que torna tudo mais fácil. Mas aqui o buraco (ou a gruta) é mais embaixo…

No caminho, passamos por várias formações rochosas, como o “camelo”…

img_2440_261_1

…o “Buda”…

img_2441_262_1

..e essa eu mesmo batizei de “braço do ogro do Senhor dos Anéis”…

img_2442_263_1

E enfim começamos a ver o lago. Um encarecido pedido aos livros, guias e revistas de viagem: corrijam a informação que “o melhor período para ver os raios de sol batendo no lago azul é entre novembro e março”. NÃO É! Em novembro o sol ainda não bate diretamente no lago; só no inicío de dezembro. Isto pode fazer a gruta ficar em desvantagem contra o Poço Encantado, na Chapada Diamantina (este sim, fui na época certa – maio).

img_2444_265_1

img_2445_266_1

img_2457_275_1

As águas são lindas e transparentes. Evidentemente, só pesquisadores credenciados podem mergulhar nelas.

img_2459_276_1

Compare com o Poço Encantado, abaixo (foto de maio de 2006)- e lembre-se que neste, eu fui na época certa, como disse acima – e decida. Fica ao seu gosto. E eu? Bom, adorei os dois.

img_0869.JPG

E então, subir tudo de volta…

img_2462_279_1

…não sem antes encontrar uma pobre cobrinha, que já fora devidamente pisoteada por visitantes anteriores, pois estava com a cabeça e a cauda muito machucadas. Tadinha.

img_2471_281_1

Findo o passeio, fomos ao Rio Sucuri. Mesmo esquema de sempre: fazenda receptiva, neoprene, snorkel, máscara, papete, tudo incluído no preço e trilha pela mata até a nascente do Sucuri. Aqui, quem cansar ou tiver medo pode ir no bote que acompanha o grupo durante todo o passeio.

img_2428_251_1

img_0707_149_1

img_0711_152_1

Não preciso dizer quem foi o primeiro a mergulhar. E de novo, nossos velhos amigos aparecem.

img_0712_153_1

O Sucuri é cheio de curvas em seu leito, daí o nome. Mas, se você encontrar uma sucuri nadando, procure não mexer com ela, está bem assim?

img_0714_155_1

img_0719_159_1

img_0723_163_1

O Sucuri também tem bastante vegetação subaquática – e isso durante todo o seu percurso.

img_0740_180_1

img_0729_169_1

img_0752_190_1

img_0742_182_1

img_0745_185_1

Além das águas naturalmente calcáreas de Bonito, o Sucuri ainda se vale de uma peculiaridade: vários caramujos o habitam, e, ao morrerem, suas conchas adicionam mais cálcio à àgua.

img_0753_191_1

img_0769_206_1

img_0767_204_1

img_0776_213_1

img_0782_218_1

Fim!

img_0785_220_1

Após a flutuação, somos conduzidos de volta à fazenda – almoço incluído – e onde podemos desfrutar várias atividades, como andar a cavalo, de bike, de quadriciclo – não incluídos – ou comprar o DVD que foi espertamente gravado por um profissional com as cenas e fotos do seu passeio. Ou não fazer nada e descansar nas redes.

E confesso que não tive a disposição da Emília para encarar o Abismo Anhumas – não por medo de descer, mas por preguiça de subir. Quando alguém se dispuser a me puxar de volta, eu vou :)

Após tantos peixes que dariam uma moqueca capaz de alimentar o Brasil inteiro, deixo com vocês uma bucólica imagem de vaquinhas – ou plantações de picanha, como se diz no oeste…

img_2425_248_1

E mais uma vez deixo Bonito. Êita Brasilzão… Um dia eu volto, novamente.

img_2430_253_1


Aquário Natural e Bonito Aventura

Dezembro 2, 2008

Esqueci de dizer: na noite do passeio ao Rio da Prata, jantei no Restaurante Santa Esmeralda – R. Cel. Pilad Rebuá (para variar), 1831, tel (67) 3255-1943, 11:30/14:30, 18:00/24:00 -, onde saboreei uma porção de costela (ou ventrecha) de pacu. São tiras das “costelas” do peixe, cortadas de duas em duas e fritas empanadas. Uma porção vem com umas dez e é bom para conhecer o prato, pois já funciona como um jantar. É só segurar a maior ponta e puxar a carne com os dentes que ela desliza pelas espinhas. Uma delícia.

pacu

(foto de http://www.muitomaisreceitas.com.br/receitas/peixes_e_frutos_do_mar/ventrecha_de_pacu.html)

Alguns restaurantes também preparam o pacu assado recheado com farofa de banana, que serve seis pessoas e deve ser encomendado com um dia de antecedência. Quando eu juntar um grupão, eu volto.

Mas voltando aos rios bonitenses: no dia seguinte, fomos ao Aquário Natural da nascente do rio Baía Bonita, que se caracteriza pela sua extensa e luxuriante vegetação subaquática. Mais alguns quilômetros de estrada de terra na van e chegamos na fazenda receptiva, onde também é fornecido todo o equipamento já incluído no preço. Antes do vamos ver, há um treinamento de snorkel na piscina da fazenda, bom para quem nunca praticou a atividade na vida (e apenas uma certa perda de tempo para mim…). Também há muitas atividades para crianças, como um micromuseu da fauna local, uma areninha onde deve funcionar um teatrinho, etc. Como eu só fiz a flutuação, só fiquei lá na parte da manhã. Na parte da tarde, o pessoal foi fazer a trilha de observação dos animais, mas aí embarquei para o Bonito Aventura.

Mais uma vez, após caminhar uns 30 minutos por uma trilha interpretativa (com placas indicando as árvores e a fauna local), chegamos à nascente do Baía Bonita.

img_0621_76_11

E eu, mais uma vez, fui o primeiro a mergulhar, o homem mais paciente do Universo, e encontrar nossos velhos amigos já conhecidos do Prata.

img_0624_79_11

Observem que a vegetação é bem mais densa. “Voar” por certas plantas aquáticas bem compridas é uma delícia (embora alguns tenham ficado com medo, achando talvez que tinham sido capturados pelo monstro do pântano…).

img_0626_81_1

img_0628_83_1

img_0635_89_1

img_0637_91_11

Este é o matogrossinho – aquele peixe meio esmaecido que fica no seu aquário, que você não cuida direito, eu sei, não adianta coçar a cabeça – viu como no ambiente natural dele ele fica vermelho-vivo?

img_0643_97_1

CUIDADO COM O TRONCO, BROTHER!!!

img_0645_98_1

Não sei, mas acho que Van Gogh e Monet iriam gostar dessa foto abaixo…

img_0646_99_1

img_0650_102_1

img_0653_105_1

img_0654_106_11

img_0647_100_1

img_0656_108_1

img_0659_110_11

Após o fim da flutuação, fomos a uma tirolesa. Fui, mas não paguei o mico de pedirem para tirar uma foto da minha esplendorosa queda na água.

Depois voltamos à fazenda pela trilha, encontrando um caitetu e uma queixada meio salientes…

img_0664_115_1

…uma anta…

img_0670_121_1

…e uma cotia, igual àquelas que ficam no Campo de Santana, no Rio de Janeiro, e às vezes são misteriosamente devoradas sem dó nem piedade.

img_0676_127_1

Como disse, só fiz a flutuação e embarquei para o Bonito Aventura, sem nem almoçar. Vida dura…

O Bonito Aventura consiste no seguinte: são sete corredeiras, das quais duas você pode passar sentado, com as pernas esticadas e a outra megulhando de cabeça. Mais ou menos como um rafting sem bote. As outras quatro corredeiras são consideradas perigosas demais para se ultrapassar na água e os participantes (só tinha eu!) saem da água nos decks já colocados à margem do rio e voltam à água depois da corredeira. Esta é a “aventura”.

Devo dizer que, com relação a mergulhar de cabeça numa corredeira, estou fora. Assim como não faço mais passeio de buggy com emoção em Natal. Sendo assim, só aproveitei as duas primeiras. Esta última eu também desviei por terra.

O problema é que o passeio é feito num trecho do Rio Formoso onde as águas são turvas (e o tempo que ficou repentinamente nublado não ajudou nem um pouco), com pouca variedade e quantidade de peixes e praticamente sem flora subaquática, apenas rochas e troncos. Enfim…

img_0679_129_1

img_0694_140_11

E nesse noite, fui tomar uma cachaça no famoso Bar Taboa (precisa dizer qual é a rua onde fica??), feita com guaraná e ervas secretas. Leve uma garrafinha de lembrança para casa. Ali também degustei mais uma vez um filé grelhado de jacaré, com mandioca frita e arroz. Uma delícia.

img_0705_147_1

Não tenham preconceito: a carne do jacaré é leve e saudável. Assemelha-se à um meio-termo entre o frango e o porco ( e não entre o frango e o peixe, como costumam dizer, pensando na escala evolutiva natural). E é deliciosa!!!

146009_2

(foto de http://pe.quebarato.com.br/classificados/filet-de-cauda-de-jacare-ao-molho-mostarda__1335305.html)

O Taboa tem uma peculiaridade: é possível deixar mensagens escritas diretamente nas paredes do restaurante. Ali vamos encontrar declarações de amor, “fulano esteve aqui” e o que tiver vindo na cabeça do “poeta” de ocasião, algumas recentes e outras já com anos, de gente de todos os lugares. Nisso, lembra muito o Bar do Arantes, no Pântano do Sul, em Florianópolis – só que lá, as mensagens de viajantes do mundo inteiro são escritas em bilhetinhos e depois coladas na parede.

Outro lugar clássico para se comer jacaré é o Restaurante Castellabate – R. Cel. Pilad Rebuá, 2168 – (67) 3255-1713 , perto da pracinha onde agora tem um chafariz com estátuas de duas piraputangas. Fui lá em 2004 e aprovei.

Mais após o intervalo.


Rio da Prata

Novembro 25, 2008

(Não é o estuário-divisa entre Argentina e Uruguai, pelo amor de Deus…)

Uma coisa é certa: se você curte mergulho, de garrafa ou snorkel, você tem mais um motivo para ir correndo a Bonito. A transparência das águas, causada pelo alto índice de calcário que aglutina impurezas, a variedade e quantidade de peixes de água doce – inclusive alguns que você tem aí no seu aquário -, e a flora subaquática compõem um cenário dos mais belos já vistos.

Atrevo-me a dizer que inclusive é mais agradável mergulhar em Bonito do que em Fernando de Noronha, Arraial, etc. Por que? Porque em Bonito, toda a beleza revela-se com um simples snorkel aos seus olhos – tudo já está ali, na sua frente, deleitando sua mente e seus sentidos. Além do que, as flutuações começam nas nascentes dos rios e vão descendo, ou seja, é só aproveitar a correnteza. É como se você estivesse voando por aquele cenário maravilhoso.

Já em mar aberto, para apreciar toda a beleza de um recife de coral, é necessário um mergulho de cilindro – com o snorkel, você só vai ver os peixes que mais se aproximam da superfície. E muita gente ou tem medo de mergulhar de cilindro, ou ainda não fez o curso, ou está / tem algum problema de saúde que a impede de praticar a atividade – eu, por exemplo, estava gripado e com sinusite em Fernando de Noronha, então necas de mergulho de cilindro. Além disso, em mar aberto, você tem que se estabilizar constantemente contra as ondas e correntezas, o que cansa muito mais. Por isso eu fico com Bonito.

O Rio da Prata é, certamente, a mais bela flutuação a se fazer em Bonito. Na verdade, o passeio começa na nascente do rio Olho d’água – que fica em Jardim, município vizinho a Bonito.

Aliás, muitas das atrações de Bonito, como o Buraco das Araras, ficam em Jardim, o que leva a um certo mal-estar entre as duas cidades, pois Bonito levou toda a fama (corre uma piada em Bonito onde quem nasce em Bonito é bonito, e quem nasce em Jardim é jardineiro…). É igual à disputa entre Teresópolis e Magé para saber onde fica realmente o pico Dedo de Deus, reivindicado pelas duas cidades – embora Teresópolis também tenha se dado bem na história.

Após meia hora por uma estrada de terra, chega-se à propriedade receptiva do passeio, onde ser-lhe-ão fornecidos os equipamentos necessários – neoprene semi long john (só as mangas compridas), máscara, botinhas impermeáveis e o snorkel. Para o míope aqui, uma caixinha para guardar o óculos dentro do neoprene sem quebrar ou perder. Estes equipamentos já estão incluídos no preço do passeio.

(Também se assina uma ficha contendo nome, idade, pessoa de contato, nome do plano de saúde, etc. – o famoso disclaimer, ou tirar-da-reta-caso-algum-de-vocês-parta-desta-para-a-melhor-por-bater-com-a-cabeça-num-tronco-e-se-afogar)…

Embarca-se então num caminhão pau-de-arara da fazenda até o início da trilha.

Após uma trilha de uns 40 minutos (daí as botas impermeáveis), passando por exemplares da fauna e flora locais, devidamente identificados por tabuletas, chega-se à nascente do Olho d’água. Enfim!

Como em 2004, fui o primeiro a entrar. É FASCINANTE ver os cardumes de piraputangas, corimbatás e outros peixes reunidos na nascente. Uma das mais belas e relaxantes paisagens que você vai ver na vida. Já disse em outros posts que as mídias, quaisquer que sejam elas (fotos, filmes), não irão jamais reproduzir fielmente a realidade de certos lugares, principalmente no que tange à beleza e ao deslumbramento. Este é um desses casos.

img_0538_3_1_1

img_0540_5_1_1

Este aí em cima é o já falado corimbatá.

(Aliás, piraputangas e corimbatás estão para Bonito como o sargentinho está para nossos recifes tropicais…)

Este aí embaixo sou eu, mesmo. ;)

img_0544_8_1

Após uma pequena aula de como flutuar sem atrapalhar o colega (que poucos aprendem), começa-se a descer o rio.

img_0543_7_1

Acima, um pacu e um piau. Abaixo, uma solitária piraputanga.

img_0545_9_1

img_0548_12_11

img_0546_10_1

E um cardume delas, abaixo.

img_0547_11_1

img_0556_19_1

Num certo momento, o passeio é interrompido por uma corda e um tronco atravessados no rio, já que há uma corredeira logo à frente. Volta-se então a percorrer uma pequena trilha e a mergulhar de novo no rio, após a corredeira. Neste momento, é preciso ter um certo cuidado pois a correnteza fica mais veloz nesse trecho e há pedras e troncos no caminho, a serem desviados com algum jogo de cintura.

img_0563_25_1

img_0566_28_1

img_0579_38_1

img_0583_42_1

Após algum tempo, chega-se a um ponto onde se pode observar o fenômeno da ressurgência – fontes subterrâneas de água que brotam no leito do rio, parecendo vulcõezinhos. Interessante notar que os seixos até ficam agrupados em círculos em torno delas.

img_0594_53_1

img_0596_55_1

img_0599_58_1

img_0609_66_11

Neste ponto o Olho d’água já se juntou ao Prata, o que se nota pela temperatura da água, que cai um pouco, e também porque as águas vão ficando mais escuras.

img_0602_61_1

Um dourado em todo o seu esplendor. Um colega contou ter visto um dourado abocanhar uma piraputanga pelo meio e lutar com outros peixes que vieram pegar seus pedaços, até que ele conseguisse engoli-la. Taí algo que eu queria ter visto (e fotografado)…

img_0608_65_1

E, enfim, o último deck onde termina o passeio. Tudo que é bom acaba…

img_0617_72_1

Daí, trocamos de roupa e fomos no mesmo pau-de-arara até a fazenda, onde nos esperava um almoço típico, também incluído no preço. Às 14:00 da tarde e depois de tudo isso, caiu muito bem.

E mais uma vez despedi-me do Rio da Prata (ou seria de Ouro?)

Com relação as fotos, aluguei uma câmera digital já com a caixa estanque, numa loja em Bonito, na Cel. Pilad Rebuá. Os hotéis também alugam digitais subaquáticas. Consegui alugar por R$ 30,00 a diária, já incluídos a gravação no CD, que também vem com imagens profissionais de Bonito de brinde. Isso porque era baixa temporada, pois me falaram que na alta, o aluguel chega a R$ 75,00 por dia!!!

Não mude de canal e continue com a gente.


You´re beautiful…

Novembro 18, 2008

You’re beautiful. You’re beautiful.
You’re beautiful, it’s true.
I saw your face in a crowded place,
And I don’t know what to do,
‘Cause I’ll never be with you.

(James Blunt)

Pois é, essa é a segunda vez que vou a Bonito. Como a primeira foi em 2004 e minhas fotos eram “analógicas”, ou seja, de filme, achei que ir a Bonito de novo com minha digital seria mais fácil que escanear as antigas para fazer um post sobre este lindo lugar :D

O problema desses lugares tidos como “desestressantes” para se visitar, como Bonito, Fernando de Noronha, Machu Picchu, etc, é que eles são tão estressantes de se ir que você já fica com débito de stress ao chegar – acordar 5:30 para ir ao aeroporto, esperar pelo vôo às 8:00, depois encarar quase quatro horas de carro até Bonito (não, os aviões de carreira ainda não pousam em Bonito, embora isso ja estivesse prometido desde 2004), depois passar na agência do receptivo para organizar e pagar os passeios opcionais – desde que fui a primeira vez, sempre quis voltar com a idéia fixa de SÓ fazer flutuação – e foi o que fiz – e finalmente chegar no hotel às 15:30 (16:30 no RJ – o fuso horário de MS, que também está em horário de verão, é de uma hora a menos).

Por falar em passeios, não dá para se virar sozinho em Bonito – todas as propriedades onde se localizam as atrações são particulares, com visitações de grupos de no máximo 8 pessoas - número regulado pelo IBAMA - e obrigatoriamente liderados por um guia profissional e credenciado. Então não dá para ir sozinho no seu carro na hora que vc quiser; tem que ser por pacote mesmo, que pode ser adquirido na sua cidade, já incluído o aéreo e o traslado Campo Grande – Bonito. Ou então adquirir os passeios numa das várias agências de receptivo locais. Pesquise em http://www.portalbonito.com.br

Isto faz com que a média dos passeios acebe sendo cara, em torno de R$ 100,00 a R$ 140,00, principalmente quando comparamos aos baratíssimos passeios do Nordeste. Mas acredite: vale totalmente a pena. Não morra antes de conhecer Bonito.

Hospedei-me no Hotel Pirá Miúna, de arquitetura bonita e bem confortável, próximo a R. Cel. Pilad Rebuá. Aliás, essa é uma dica de hospedagem: fique em hotéis ou pousadas próximos a Cel. Pilad Rebuá, que é a rua principal da cidade e onde estão as lojas, cybercafés, restaurantes, etc.

img_2427_250_1

img_2475_285_1

A título de curiosidade, em 2004 hospedei-me no Hotel Refúgio, mais simples, mas também confortável e na mesma rua do Pirá Miúna (R. N. Sra. da Penha). Uma nota triste: o hotel era administrado por um casal muito simpático, porém fiquei sabendo pelo motorista do transfer que o dono faleceu há uns três anos atrás num acidente de buggy. Agora o hotel continua sendo tocado pela viúva.

Durante um pé d’água fenomenal que se abateu na cidade no final da tarde até à noite, fui jantar no Cantinho do Peixe – R. 31 de março, 1918, tel (67) 3255-3381, aos domingos só até as 15:00 hs.- um delicioso pintado ao molho de urucum. O filé do peixe é marinado e temperado e depois gratinado com muzzarela, servido com pirão e arroz. O lugar é bem simples (e já foi mais, com mesas e cadeiras dobráveis de metal de marca de cerveja, nos idos de 2004).

img_2398_224_1

Algo que notei nesses dias em Bonito (4 a 8 de novembro – 2008) foi que havia muito mais turistas e mochileiros nas ruas à noite, em junho de 2004 – e era considerado baixa temporada. Nesta viagem, não havia quase ninguém nas ruas. Na primeira noite, pensei que fosse por causa da chuva e porque fui jantar às 19:00; na segunda noite, fui jantar às 21:00 e mesmo assim, tudo vazio… Esta então, deve ser a temporada abaixo de zero. Disseram que começa a encher no final de novembro.

No dia seguinte, o aguardado passeio no Rio da Prata, que foi o que me conquistou definitivamente na minha primeira vez em Bonito, e dessa vez com direito a uma passagem pelo Buraco das Araras, antes de seguirmos para o Prata.

Pensava-se que o Buraco das Araras fosse o resultado da queda de um meteoro, mas os cientistas chegaram à conclusão de que trata-se de uma formação conhecida como dolina, uma depressão no solo formada pela dissolução de rochas calcárias abaixo da superfície. Ali as araras e outros pássaros fazem seus ninhos e convivem em (quase) perfeita harmonia.

img_2401_226_1

E as araras já começam a dar o ar da graça.

img_2402_227_1

img_2403_228_1

img_2419_242_1

Acima, o abacaxizinho – na Chapada Diamantina é conhecido como “raio de sol”. A fruta é comestível.

img_2418_241_1

O grande vôo da arara.

img_2412_237_11

E mais uns amigos alados.

img_2408_233_1

img_2420_243_1

Mais uma arara em close

img_2424_247_1

…e vamos fazer o seguinte: percebi que ao tirar fotos do Buraco das Araras, elas não davam a ideal tradução 3D-2D da dimensão do lugar numa reles tela de computador. Então fiz um pequeno vídeo, com direito a um mergulho no fundo do Buraco. ENJOY!

PS: por algum motivo e/ou algum bug deste WordPress que esgotou todas as minhas vastas capacidades informatas, e embora esteja seguindo à risca as instruções para inserir vídeos, foi um inferno para tentar inserir este vídeo do Youtube desde 21:00 da noite de ontem (18/11) e não consegui. Assim, às 00:09 da madrugada, resolvi dar o link do vídeo. AARRRRRRRGHHH! (não disse que esses lugares desestressantes estressam?)

PS 2: Atualização de 19/11: mais um dia quebrando a cabeça e não consegui. Potanto, o link continua em azul, aí em cima.