Todo final de férias eu entro na famosa depressão da volta ao trabalho, mal que acomete 11 em cada 10 trabalhadores no mundo.
Por outro lado, meu TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo – me obriga a ir ao Nordeste nas minhas férias.
Porque então não juntar o útil ao agradável e dar um pulinho no Nordeste no último final de semana de férias?
Foi o que fiz.
Temeroso de ir para algum vilarejo de praia e deparar-me com alguma chuvarada devido ao clima reinante do mês de maio, resolvi que seria melhor ir para alguma capital. Assim, se o pior acontecesse, pelo menos haveria outras coisas a fazer.
Como gostei muito de João Pessoa e trata-se de uma viagem relativamente barata (ainda mais para final de férias, quando o orçamento já está mais do que contingenciado), lá fui eu.
1º dia: Saída do Rio de manhã cedo. Chegada em Recife às 12:40 para conexão. Informado que o aeroporto de JP estava fechado devido ao mau tempo. O pior acontecera. Horas perdidas até a decisão da companhia aérea de nos transportar de ônibus. Saída de Recife às 18:00. Chegada em JP às 20:00 (seis horas a mais do que a previsão inicial)… Hospedagem no Tambaú Flat. Vale a pena pegar a suíte com sala e quarto. Ainda bem.
2º dia: O sol aparece. Vou até a praia do Coqueirinho (litoral sul – PB-008) para conhecer o restaurante Canyon do Coqueirinho. É fácil chegar, há placas indicando o lugar. Refestelo-me com um caldo de peixe e uma moqueca também de peixe, além de um bom suco de mangaba. Adorei o restaurante.


Caminho pela praia e admiro suas belas falésias.

Não tão belas assim são as gotas de óleo na areia que algum navio descuidado derramou no mar. Chego no hotel com o pé preto, sentindo-me um biguá em dia de desastre ecológico na baía. Gasto uma garrafa de querosene na garagem para me limpar.
Enquanto isso, os sapos pegam sol em Coqueirinho.

3º dia: chove o tempo todo. Vou ao shopping e aproveito para ver “Piratas do Caribe 3: no Fim do Mundo”. Muito engraçado. Já tinha deixado o filme de reserva na manga, caso chovesse.
Durante minha estada em Jampa, almoço e janto todos os dias (exceto no dia anterior do almoço em Coqueirinho) no Mangai, excelente restaurante de comida típica. Como sei que a Carla e a Mô Gribel adoram comidas exóticas, tirei uma foto da buchada de bode, prato que muito me apetece (sério).

4º dia: a chuva continua. Para passar o tempo, pego o carro e vou até Pitimbu, quase na fronteira com Pernambuco, passando pela praia Bela (que tem uma lagoa e realmente pareceu ser muito bonita, apesar da chuva) e por estradas e lugares que eu nem sabia que existiam. Agora sei tudo das estradas paraibanas.
Abaixo, Jacumã.

5º dia: volta para casa. Trabalho no dia seguinte. Nem sinal de depressão. Funcionou. Até as próximas férias.
Escrito por Arthur 
