Num belo dia de sol, passa o ônibus turístico com destino ao Valle Sagrado. Como já disse, este passeio foi feito depois de Machu Picchu, mas achei melhor juntar tudo o que fosse referente a Cusco e arredores em um só bloco.
Garanto: as ruínas de Ollantaytambo são tão impressionantes quanto as de Machu Picchu. Cada uma, digamos, ao seu estilo, consegue cativar o visitante, seja pelo conjunto arquitetônico, seja pela história do lugar.
No caminho, uma parada no mirante de Ccorao (assim mesmo, com dois “C”) e uma vista da montanha de Pitusira, ao fundo do vale.
E também as indígenas típicas, vendendo artesanato.
Não é uma gracinha a menininha e sua lhaminha?
Após esta série de fotos étnicas dignas de figurar numa capa da National Geographic, fomos até Pisac para as tradicionais compras de artesanato e posteriormente, para o almoço. Não gastei bytes do cartão de memória com estes eventos.
Após o almoço, enfim chegamos ao complexo de Ollantaytambo. Conta a história que esta foi a cidade onde Manco Inca Yupanqui refugiou-se para combater os invasores espanhóis, liderados por Hernando Pizarro – irmão mais novo de Francisco Pizarro. Após uma longa batalha que envolveu alianças com tribos locais, uma chuva de flechas, lanças, rochas e uma inundação proposital da planície pelos incas para dificultar as manobras da cavalaria, Hernando teve que se retirar. A cidade leva o nome do General Ollanta, um dos chefes guerreiros que a protegeram e é a única que conseguiu resistir a um ataque espanhol.
Porém, logo depois os espanhóis voltaram com um efetivo quatro vezes maior e conquistaram a cidade. Manco Inca fugiu para a selva. Isso é a vida.
Há que se ter fôlego para subir as escadarias dos terraços agrícolas, mas compensa.
Dizem que na montanha em frente à cidadela, pode-se ver o rosto do Deus Viracocha, divisando-se olhos, nariz e barba. Também há uma outra face na lateral da montanha.
Minha opinião? Dados alguns traços difusos, o cérebro humano consegue reconhecer faces em qualquer lugar; já somos programados para isso. O mesmo se dá na fênix do Pão de Açúcar, no rosto da Pedra da Gávea e na “face do demônio” que disseram ter visto numa foto da fumaça do World Trade Center no 11/09. É nesse princípio que se baseia o teste de Roscharch (aquele do borrão de tinta na folha dobrada). É mais ou menos como uma conta de chegada… Sinto ter expulsado a mística e a poesia do ambiente.
Aqui, um monolito – que não é o de 2001.
Chega de papo; começa a escalada…
Há algo que nenhum blog, foto, filme ou documentário pode transmitir: a sensação do tato. É impressionante o encaixe perfeito entre as pedras que constituem as edificações e o polimento de cada uma delas. São quase tão lisas quanto uma bancada de granito de uma pia ou cozinha atuais (esta foi a comparação que me veio no momento).
Acima, vê-se a reentrância em meia-lua para o transporte da rocha. As análises mostram que esse tipo de pedra não há nas redondezas, o que implica em um sistema muito eficiente de transporte da extração até o canteiro de obras. Eram os Incas Astronautas?

Uma fonte sagrada de água, ainda em funcionamento.
No caminho até o povoado de Chinchero, uma parada na estrada para uma foto ao entardecer, com a bela montanha de Sawasiray ao fundo.
Em Chinchero, a visita à igreja local. E mais abordagens por todos os vendedores de quinquilharias possíveis e imagináveis…
Dicas do fotógrafo: as melhores fotos são ao amanhecer ou entardecer. Anotem.
A seguir: Saqsaywaman



















Escrito por Arthur 
