Em geral, quem vai a Recife só pensa em praia, sol e água de coco, e um eventual camarãozinho na brasa de vez em quando. Mas existem duas atrações – a Oficina Brennand e o Instituto Ricardo Brennand - que ficam na periferia de Recife e merecem toda a atenção do visitante, que vai se deparar com um riquíssimo acervo de esculturas luxuriantes, surrealistas e oníricas, pinacotecas, e a maior coleção de armas brancas do hemisfério. Infelizmente as agências de turismo não costumam divulgar e levar os incautos turistas a estes dois lugares por não receberem comi$$ão, o que não deixa de ser lamentável.
Para chegar lá, combine com um taxista do seu hotel. Eu consegui por R$ 80,00 passar uma tarde agradável nos dois centros culturais e o taxista ainda foi um excelente guia, revelando alguns causos, tipo Francisco Brennand e Ricardo Brennand não se bicam muito, embora sejam primos. É por isso que eu digo, família só é bom no retrato…
Oficina Brennand
Francisco Brennand começou em 1971 a reconstruir a velha Cerâmica São João da Várzea, fundada pelo seu pai em 1917. Esse conjunto, encontrado em ruínas, deu início a um colossal projeto de esculturas cerâmicas que deveriam povoar os espaços internos e externos do ambiente. (texto do site oficial).
Ao chegarmos, somos logo recebidos pelo conjunto de esculturas denominado “Os Comediantes”, que são quatro saltimbancos que dão as boas-vindas aos visitantes.
E também apreciar a fonte de água, esculpida na forma feminina – uma idéia da mulher como provedora (hoje estou cabeça).
A seguir, adentra-se no salão das esculturas. Diz-se que o símbolo de Brennand – o arco-e-flecha estilizado, ele o viu num terreiro de candomblé, há muitos anos.
E então, podemos apreciar várias esculturas representando figuras mitológicas e históricas.
Aqui, o banquete monstruoso.
E aqui, alguém que só pensa naquilo… ;)
…e a sua provável parceira.
Visão de um dos muros do complexo.
Aqui, o Templo Central, que guarda o ovo primordial em sua cúpula, emblema da imortalidade.
Esse cisne, coitado, depois que morreu a parceira dele, guardou-se em perpétuo luto e não que saber de mais nenhuma “cisna”…
Os jardins foram projetados por Burle-Marx.
“Tudo flui” – Heráclito
Guardiães da noite – não me perguntem porque…
E uma das brincadeiras do escultor, a serpente do gramado.
Visão parcial do complexo.
Há ainda uma “Accademia”, com várias pinturas e desenhos do autor, mas que não pode ser fotografada. Despedimo-nos do autor, ainda em plena atividade - abaixo, e rumamos ao…
Instituto Ricardo Brennand
O Instituto foi criado pelo colecionador e empresário Ricardo Brennand, reunindo obras de arte há mais de cinqüenta anos, com destaque para a maior coleção privada do pintor holandês Frans Post e uma das maiores coleções do mundo de armas brancas, contendo em torno de 3.000 peças, provenientes de lugares tão distintos quanto Japão e Turquia. Infelizmente, a pinacoteca não pode ser fotografada.
Ao chegar, o onipresente pensador.
Reprodução em cera de um tribunal holandês do séc. XVIII.
Aqui, uma reprodução em madeira de uma favela carioca…
E este é o Castelo São João, onde iremos encontrar as peças de armaria, mobiliário e tapeçarias.
Lorde Vader…
Regimento de batalha completo.
Até os cachorros eram blindados nessa época…
Coleção de armas brancas.
Esta espada abaixo pertenceu ao Rei Farouq, último rei do Egito antes da proclamação da república.
Uma presa de elefante (coitado).
Como se vê, uma farta coleção para ninguém botar defeito. Dizem que ele começou com um canivete suíço… sério!
Acreditem: é de deixar tonto ver ao vivo – e sem saber para onde apontar a câmera.
Uma figura feminina para suavizar um pouco este bélico conteúdo…
..e uma fonte onde, claro, você deve jogar uma moedinha para fazer seu pedido e, quem sabe, ter assim seus desejos realizados. Mas cuidado com o que você quer – você pode acabar conseguindo…
Conclusão geral: dois lugares totalmente imperdíveis a serem visitados em Recife e, que, infelizmente, são poucos divulgados ao turista médio, aquele que chega para um pacote de 5 dias / 4 noites e vai embora… Recomendo!




















































Escrito por Arthur 




Escrito por Arthur 
