2- Santiago
O pouco que fiquei em Santiago, gostei muito. Me pareceu uma capital bonita, bem-arrumada, até mais que Buenos Aires. E ao pé da Cordilheira dos Andes – embora esta só possa ser vista em dias de pouca inversão atmosférica.
Além dos pontos típicos – Palácio de La Moñeda, Catedral Metropolitana, Plaza de Armas – também é imperdível o Museu de Arte Pré-Colombiana (Museo Precolombino), localizado no Centro, perto da Plaza de Armas, com vários artefatos das culturas indígenas que aqui viviam até a chegada dos europeus.
Abaixo, vistas do Palácio de La Moñeda e da Catedral.




3- Dicas
Hotéis: em Santiago, fiquei no Hotel Neruda, na Providência (o melhor bairro para se hospedar – uma espécie de Ipanema/Leblon, Icaraí, Savassi, Ponta Verde, Beira-Mar, Palermo, Jardins, etc. Você entendeu), apenas para pernoitar até a ida para o Atacama. Luxuoso, mas o frigobar não funcionava e mesmo assim as bebidas eram caríssimas – (2.200 pesos a água e a cerveja – aprox. R$ 10,00 cada!!!!!). Comprei tudo numa padaria ali perto. Na volta do Atacama, fiquei no Diego de Velazques. Embora com localização (também na Providência) e atendimento correto e um bom room-service, precisa reformar seus quartos.
Em San Pedro, além das pousadas mais simples, a Hosteria San Pedro, a Casa de Don Tomás e o Hotel Altiplanico estão no mesmo nível – a Hosteria, onde fiquei, é bem confortável e tem a vantagem de ficar mais perto do centro, onde há os restaurantes. Fora disso, há o caríssimo Explora.(ATUALIZAÇÃO: Também há o Terrantai - dica da Carla Castro, nos comentários abaixo)
Alimentação: não fui a nada especial em Santiago. Apenas o Mamut (na Providencia), estilo TGI Friday´s, e o Taco Bell do Parque Arauco Shopping - um bom shopping, que lembra o conjunto New York City Center & BarraShopping – embora este seja o maior da América Latina, o Arauco possui uma decoração com materiais superiores.
O problema do Atacama é que não há nenhum restaurante de comidas típicas, como outras cidades de ecoturismo (Bonito, Lençóis, etc.). É até um chiste entre os guias dizer que “a comida típica daqui é pizza, espaguete e coca-cola”. Assim, todos os restaurantes em que fui – Café Adobe, Ayllu, Casa de Piedra e La Casona – são praticamente iguais em decoração e cardápios. Gostei mais do Casona. Quem for, pode escolher o que simpatizar mais.
Moeda: Peso Chileno (R$ 1,00 = CH$ 250,00). Para converter pesos para reais, multiplique por 0,004 (X * 4 / 1000). Para converter reais para pesos, divida por 4 e multiplique por 1.000. Ex: 8.000 pesos = 8.000*4/1000 = 32 reais = 32/4*1000 = 8.000 pesos chilenos.
O que levar: dois casacos grossos, um moleton, chapéu de abas largas de trilha, meias e luvas grossas, gorro e óculos escuros. Além dos remédios de estimação, leve também algum complexo de vitaminas, tipo Stresstabs, Centrium ou Beminal. Filtro solar não achei necessário, pois estava sempre coberto devido ao frio. Uma boa idéia é levar um colírio tipo Moura Brasil, devido ao ar seco, e principalmente, alguma pomada para os lábios – os meus racharam todos. Comprei o hidratante labial (um batonzinho) Blistex em San Pedro, por indicação do guia. Também é uma boa levar algum umidificador nasal como Rinosoro ou Salsep.
Sites úteis: www.sanpedroatacama.com; www.turismochile.com; www.sernatur.cl; www.gochile.net
Livros úteis: Rough Guide Chile – Publifolha, 2006.
Escrito por Arthur 
